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quarta-feira, 16 dezembro 2020

Geração Distribuída já atraiu mais de R$ 19 bilhões em investimentos no Brasil 

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Apesar de ser relativamente nova, a Geração Distribuída (GD) tem se mostrado promissora no mercado brasileiro, com crescimento importante nos últimos anos. 

Conforme já explicamos anteriormente, a esse formato de negócio energético é a modalidade em que o consumidor gera toda ou parte da energia elétrica que consome. Para se ter uma ideia, de acordo com a Associação de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a GD foi responsável pela atração de mais de R$ 19 bilhões em novos investimentos ao Brasil desde 2012.

Além disso, mais de 200 mil empregos foram gerados pelo setor neste período. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirma que essas instalações somam atualmente mais de 3,8 gigawatts em capacidade todo o país.   

Cenário em 2020 

Ao longo deste ano, o Brasil superou a relevante marca de 400 mil unidades consumidoras que utilizam a Geração Distribuída com energias renováveis. Isso se aplica tanto para energia solar fotovoltaica quanto para energia hidráulica, biomassa, biogás ou eólica. São mais de 214 mil novos consumidores nos últimos 12 meses, o que representa um crescimento de 118% no período.   

Somente no primeiro semestre deste ano, a GD no Brasil teve uma alta de 77,83% em comparação com o mesmo período de 2019. O crescimento foi apontado em um levantamento baseado em informações da Aneel.  Esses dados são relevantes, principalmente se compararmos com o desempenho da economia brasileira, que sofreu uma queda bastante considerável neste ano.   

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), esse tipo de geração foi a segunda tecnologia com maior expansão em potência instalada em 2019 no Brasil. Assim, com 1,4 gigawatt, a GD ficou atrás apenas das hidrelétricas, que ainda são responsáveis pela maior parte da oferta de energia no país.   

Hoje, os consumidores residenciais estão no topo da lista de utilização da na modalidade distribuída, com 68,8% do total. Logo na sequência estão as empresas dos setores de comércio e serviços, com 20,2%. Enquanto isso, consumidores rurais representam 8,0% e as indústrias têm com 2,6%, com poderes e serviços públicos completando a lista.   

Perspectivas para os próximos anos

A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) estima que a Geração Distribuída tem um potencial de negócios de R$ 50 bilhões em uma década. Além disso, a EPE também estima que o mercado de micro e mini geração distribuída deve movimentar até R$ 70 bilhões de investimento nos próximos 10 anos. 

Com dados tão promissores e estudos favoráveis, o investimento em fontes energéticas alternativas pode ser a chave para descentralizar a matriz energética, que hoje sobrecarrega as usinas hidrelétricas do país. Mesmo atrás de potências como China, Japão, Alemanha, Estados Unidos e Itália, o Brasil tem um grande potencial para evoluir nesta tecnologia. Em especial, há um espaço para crescimento entre as empresas e setores de comércio e serviços.   

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